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quarta-feira, 10 de maio de 2023

RITA LEE

 


Muitas vezes, senti-me a OVELHA NEGRA da família. Às vezes, porém, eu não me sentia pertencente a este mundo e suspirava ALÔ! ALÔ! MARCIANO! Quem nunca desejou parar o mundo e descer? Acreditar que DIAS MELHORES VIRÃO?

Minha vida toda foi tanto CORRE, CORRE, repleta de FLAGRA por todo lado!

Na juventude, sempre dúvidas entre AMOR E SEXO, querendo um CASO SÉRIO e alguém para dizer AGORA SÓ FALTA VOCÊ. Também não seria nada mal se acontecesse de aparecer um DOCE VAMPIRO.

Com a maturidade, constantemente sinto-me um MUTANTE e o que mais faço é falar para a vida: BAILA COMIGO! Sim, porque ESSE TAL DE ROQUE ENROW deixa os dias animados e estressantes ao mesmo tempo. Eu sei que viver PERTO DO FOGO é perigoso, mas o que fazer, se gosto é de DANÇAR PRA NÃO DANÇAR?

Pois é….. tenho vontade é de falar para TODAS AS MULHERES DO MUNDO: DESCULPE O AUÊ e REZA. Porque o que importa não é AMBIÇÃO. Não é NEM LUXO NEM LIXO. O que importa, na verdade, é SAÚDE e FELICIDADE.


09/05/2023

Minha homenagem à eterna rainha do rock brasileiro, que tanto admirei desde a infância. 

Nascimento: São Paulo, 31 de dezembro de 1947

Falecimento: São Paulo, 08 de maio de 2023

quarta-feira, 3 de maio de 2023

O crescimento do número de mulheres que viajam sozinhas

     


    Cada vez mais a mulher está se posicionando como líder na sociedade e conquistando seu espaço. Nos últimos anos, o perfil familiar do brasileiro mudou, quando 9 milhões de mulheres passaram a exercer a função de chefe de família no país. No mesmo período, 661 mil homens perderam essa função. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda segundo o Instituto, mostra-se uma tendência geral de aumento da escolaridade das mulheres em relação aos homens. Estes, com 25 anos ou mais, 15,1% têm ensino superior completo. Já entre as mulheres com 25 anos ou mais, 19,4% completaram o ensino superior. Apesar destas conquistas, os salários das mulheres são menores dos que os dos homens e elas dedicam mais tempo aos afazeres domésticos do que eles. Esse excesso de responsabilidades e tarefas causa muito estresse e, consequentemente, doenças.

Tanta independência não necessariamente se dá também no campo do lazer. Muitas vezes, amigas, do marido ou dos filhos para dirigir, passear ou mesmo viajar não imagina ser capaz de ter momentos de lazer desacompanhada. Esse estado de dependência, de alguma maneira, limita a realização dos sonhos. Quando a vida apresenta situações imprevistas, como divórcio, viuvez ou a saída dos filhos de casa, essa dependência torna-se ainda mais aparente. Sozinhas, muitas mulheres não têm coragem de ir a um shopping, frequentar restaurantes ou mesmo viajar. Aí, vem a frustração ao ver a vida passar e não aproveitá-la. 

Reinventar-se, dar asas aos sonhos, muitas vezes acalentados durante anos, e criar coragem para viajar sozinha pode ser uma excelente oportunidade para descobrir novos mundos, autoconhecer-se e desfrutar da liberdade e privacidade há tempos desejadas. 

Uma boa notícia é que segmentos do turismo, como empresas de seguro de viagem, plataformas de venda de passagens e hospedagens e agências de turismo têm verificado que cresce o número de mulheres que viajam sozinhas, inclusive para fazerem intercâmbio, como informa a Associação Brasileira de Intercâmbio – ABIPE. Essas pesquisas revelam que não são somente as solteiras que estão buscando liberdade e privacidade, mas também as mulheres casadas e com filhos procuram investir um tempo para si mesmas e vivenciar diferentes experiências. (https://www.terra.com.br/noticias/dino/cresce-numero-de-mulheres-que-viajam-sozinhas-em-todo-o-mundo,6eb267b796e58a2c042da680ed904482qettzsce.html)

De acordo com levantamento da CVC, 30% das viagens na agência foram realizadas por mulheres viajando sozinhas. (Mulheres que viajam sozinhas - Portal Morada) 

Desejo, com este artigo, mostrar que é possível as mulheres viajarem sozinhas, se assim o quiserem. E, caso tenham o desejo, é só programar, pesquisar destinos, elaborar o roteiro e fazer as malas! Aposto que será uma viagem inesquecível!


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

MOTIVOS PARA VIAJAR SOZINHA

    Comecei a viajar sozinha quando voltei a ser solteira, após um curto e conturbado casamento. Inicialmente, participei de excursões dividindo quarto com pessoas desconhecidas. Depois, passei a me hospedar sozinha e a fazer meu próprio roteiro. Foi a partir dessas experiências de liberdade com privacidade que comecei a adorar viajar sozinha. 
    Em uma viagem com grupo de amigos à Itália, maravilhosa por sinal, dentre algumas situações estressantes por causa de discussões relativas ao roteiro, duas em especial me convenceram de que, muitas vezes, viajar sozinha é melhor do que em grupo. No primeiro dia à chegada em Milão, metade do grupo de 25 pessoas ficou para trás na conexão em Lisboa por causa das imensas filas na Imigração (eu fazia parte desse grupo) e perdeu o voo. Tivemos de esperar nos colocarem em outro avião, que fez conexão em Madrid. Chegamos em Milão à noite e o grupo que havia chegado primeiro já tinha feito os passeios que constavam do roteiro. No dia seguinte, antes de seguirmos para Pádua, conforme o itinerário, a guia sugeriu que fizéssemos um tour por Milão para que nós, que havíamos sido prejudicados, não ficássemos sem conhecer um pouco da cidade. A maior parte do outro grupo não concordou, dizendo que íamos perder tempo e que não podiam sacrificar a programação por causa de nós. Depois de muita discussão, cedemos, seguimos em frente e não conhecemos Milão. 
    Outra ocasião muito estressante foi quando fui à Capela Sistina com mais três colegas e, poucos minutos após entrarmos, elas quiseram ir embora pois já tinham visto o suficiente. Eu queria ficar mais um pouco e observar os detalhes da pintura, mas como estávamos juntas, não pude. Aí, pensei: "tanto dinheiro investido numa viagem para não aproveitar como eu desejava!".
      Sendo assim, elenco abaixo bons motivos para  viajar sozinha:

    1. Autoconhecimento - com mais tempo sozinha, você passa a se conhecer mais.
    2. Liberdade - você faz o seu roteiro e fica o tempo que quiser em cada lugar.
    3. Privacidade - direito de ficar à vontade e respeitar seus gostos e preferências.
    4. Superação - você tem a possibilidade de superar medos e inseguranças.
    5. Novas amizades - sozinha, você tem mais oportunidade de conhecer outras pessoas.
    6. Flexibilidade - se uma programação não agrada mais, você pode alterá-la como e quando quiser.
   7. Observação - quando você está sozinha, tende a prestar mais atenção a detalhes que poderiam passar desapercebidos se estivesse conversando com outras pessoas.
    8. Realização pessoal - a alegria de chegar em casa sã e salva após aventurar-se sozinha por novos lugares é muito gratificante.
    9. Aprendizado - você aprende muito ao ter de resolver situações que normalmente seriam resolvidas por outra pessoa.
    10. Confiança - você adquire mais autoconfiança e melhoria na autoestima.

Viajar em família é muito bom, viajar com amigos é muito bom, mas viajar sozinha também é muito bom. E um tipo de viagem não exclui o outro. 
Se você sonha em conhecer um destino e mais ninguém tem vontade de ir, programe-se, pesquise, elabore seu roteiro, faça as malas e vá! Aposto que será uma viagem inesquecível!





segunda-feira, 21 de junho de 2021

Minha segunda viagem e segunda lição

Nas férias de julho de 1997, animada pela recente viagem à Disney, participei de uma excursão para as Serras Gaúchas. A agência que organizou a excursão fazia passeios para professores e gestores das escolas da cidade onde eu morava. Apesar de eu trabalhar em escola municipal, eu era nova no cargo e não conhecia ninguém. O desejo de visitar essa região do Rio Grande do Sul sempre foi grande, pois eu adorava frio e achava lindas as imagens que eu via na TV e em revistas.

Meus pais demonstraram muita preocupação com o fato da viagem ser de ônibus, devido aos perigos constantes na estrada BR-116, comumente chamada de Estrada da Morte. Eu lembro de sair de casa chateada porque meus pais ficaram muito apreensivos por eu ir sozinha e viajar a noite inteira. Para piorar a situação, chovia. Embora eu estivesse  triste por ter deixado meus pais tão preocupados, dormi grande parte da viagem. Ao chegarmos em Gramado, o sol da manhã brilhava. Prenúncio de lindos dias pela frente.

Por estar só, dividi o quarto com outras 2 mulheres que também viajavam sozinhas. Fiquei surpresa em saber que eu não era a única. Foi aí que percebi que viajar sozinha era mais comum do que eu imaginava.
Agora é que vem a minha segunda lição aprendida: procurar não dividir quarto com quem você não conhece, nem que para isso tenha de pagar um valor extra - lógico, se você tiver condições de fazê-lo.
Cito isso porque uma das colegas de quarto fumava. E muito! Com o frio do sul, a janela não podia ser aberta e houve alguns momentos de estresse por causa disso. Quando ela queria fumar dentro do quarto, nós reclamávamos. Então, ela ia, resmungando, para a varanda ou para o lobby do hotel. Ainda bem que, atualmente, as leis não permitem mais fumar dentro dos quartos de hotel!

Fora isso, a excursão foi só de alegrias. Passamos 8 dias passeando pelas cidades de Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis e Caxias do Sul. Fizemos refeições típicas em autêntica churrascaria gaúcha, restaurante de fondue e casa de café colonial. Passeamos na Maria Fumaça, visitamos museus e nos esbaldamos nas lojas de chocolate e nas vinícolas. No retorno, almoçamos e fizemos um tour em Curitiba.  
Com essa experiência, fui definitivamente cativada pelo prazer de viajar.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Minha primeira viagem e primeira lição

Desde pequena, desejei ser independente. Viajar para outras cidades e países sempre esteve em meus planos futuros.

Aos 28 anos, após um casamento frustrado, divorciei-me e senti o desejo de alçar novos voos. Então, em 1996, vi uma propaganda da Disney em uma agência de turismo perto de minha casa, em Santos. Na época da faculdade, eu e mais três amigas falávamos sempre em visitar os parques de Orlando. Entrei em contato com elas, mas nenhuma tinha disponibilidade para acompanhar-me. Como eu havia acabado de ingressar no magistério público, decidi dar essa viagem de presente para mim mesma. 

Embarquei em janeiro de 1997 para Miami e Orlando com mais 40 pessoas, a maioria adolescentes. Mesmo não estando totalmente sozinha, era a primeira vez que eu ia para fora do Brasil com pessoas desconhecidas. Dividi quarto com outras 3 meninas, visitamos a Disney, Universal Studios e Epcot, fomos ao Busch Gardens, em Tampa, fizemos compras, jantamos no Medieval Times, enfim, nos divertimos à beça. 

Como foi minha primeira viagem ao exterior e fiquei deslumbrada com as lojas, gastei um pouco mais do que eu havia levado. Na época, eu não tinha cartão de crédito, portanto, pedi um empréstimo ao meu pai. A agência me repassou os dólares que meu pai, de Santos, havia enviado. 
Sendo assim, a primeira lição que eu aprendi foi: sempre controlar as finanças para que o dinheiro não falte.

Senti-me rejuvenescida. Aquela viagem foi um divisor de águas para mim, pois percebi que eu poderia conhecer o lugar que eu quisesse. Bastava me programar.


Aniversários entre comemorações e viagens

Eu não fui criada valorizando aniversários. Para minha família, era um dia comum como qualquer outro. Não culpo ninguém, pois isso era refle...